Sobre

Olá,

comecei a olhar códigos quando era criança e vi um material sobre cracking, lembra daqueles seriais para piratear software? então…, tudo pelo interesse de conseguir jogar os meus jogos. Foi divertido futucar no Assembly sem entender muito dos conceitos que ali existem que só fui aprender em Microprocessadores na UFES. Depois desse breve momento tive um hiato no assunto até os anos próximos ao vestibular onde a convite do meu vizinho fui fazer um curso de desenvolvimento de sites com HTML, CSS e Flash, acabei tendo o contato com o Pascal na época também pois a turma antes da minha aula era de Delphi e como sempre fui de chegar cedo acabava vendo um pouco da aula. Depois disso veio outro hiato até entrar no curso de tecnólogo do CEFETES, hoje IFES, onde tive aula de programação em Pascal mas não me encantei.

Acabei passando na UFES e largando o tecnólogo e lá fui apresentado de cara ao Haskell que acabou sendo uma das minhas linguagens favoritas na época pois era muito fácil traduzir a álgebra da matemática em códico com ele. Como qualquer outra graduação aprendi diversas linguagens e ferramentas além de todos os fundamentos da computação. Como escolhi Engenharia de Computação por eliminação e não preferência sofri, depois de um tempo no curso vi que meu lugar seria na Ciência da Computação pois não gostei nada da parte de Elétrica. Felizmente, encontrei algo na graduação que me fazia feliz que nem eram as olípiadas de matemática e física no ensino médio, foram as competições de programação. Graças a essas competições levei meu nível de conhecimento de algoritmos e habilidade de escrever código a outro nível acima da média, na minha opinião.

Acabei tendo uma graduação muito voltada a acadêmia pois não fiz estágio de desenvolvedor ou algo do tipo em lugar nenhum. Participei de iniciação científica e fui por muito tempo voluntário no time que cuidava da infraestrutura de TI do departamento de informática. Lá aprendi toda minha base de conhecimento em Linux e administração de servidores, foi uma grande escola.

No fim do curso, perdi o brilho no olhar pela acadêmia por conta da falta de trato do governo em reconhecer a importância da educação e o modelo da CNPq. Fui para o mercado trabalhar no iMaster fazendo algo que sempre fiz e ainda continuo com essa pegada de participar de comunidade de tecnologia e ajudar na produção de material. Só isso tinha validade, uma hora teria que voltar a ser o programador que as maratonas moldaram.

Troquei de emprego e encarei algo totalmente novo, a Web! Comecei minha carreira Dev com a polêmica função do Full-Stack, no caso, era o RoR que estava nos seus momentos de ascenção e nessa fiquei por mais de 2 anos e uma troca de estado no meio do caminho. Sim, me mudei para SP.

Em SP frequentei diversos eventos de linguanges de programação (vi o NuBank nascer na clj-sp), dojo, big data (tempos que Hadoop era rei), startups (quando não era moda) e grandes eventos (QConSP). Conheci muita gente e algumas amizades ficaram e acabei tendo a oportunidade de ver muitos avatares do Twitter pessoalmente. Foi um período que aprendi bastante na minha vida e me tirei da zona de conforto aprendendo habilidades novas fora do meu universo de trabalho, a dança.

Voltei para casa, a crise hídrica de SP me assustou e como trabalhava remoto preferi voltar para casa. Então, adicionei novas habilidades na minha vida com a imersão no triatlo. Estava uma vida bem rotineira de treinos e trabalho, até o momento que a minha hoje esposa e eu começamos um relacionamento, nessa brincadeira rolou uma temporada morando no RJ e algumas trocas de emprego até voltar novamente para o ES.

No meio a todas essas mudanças troquei do mercado de e-commerces para o de fintechs e tenho me visto mais interessado nessa área. Acho que vou ficar por um tempo nesse mercado, me identifiquei com ele e pretendo investir mais. Mudei de área dentro da tecnologia diversas vezes, só não encarei o mobile ainda. Acabei me identificando mais com a área de infraestrutura por conta do meu passado na UFES e a área de dados por conta da curiosidade e habilidades com matemática e algoritmos. Hoje, venho estudando coisas complementares como marketing, gestão e afins, tenho interesse no futuro em ter meu próprio negócio, por hora, estou aqui na pagar.me ajudando a criar melhores experiências no meios de pagamento.

Acho que já escrevi demais…

Abraços, João Maia